CEBRASPE — Analista Judiciário - Analista de Segurança da Informação — No poema Outono, o eu lírico — 2021

Enunciado

Outono O outono de azulejo e porcelana Chegou! Minha janela é um céu aberto. E esse estado de graça quotidiana Ninguém o tem sob outros céus, decerto! Agora, tudo transluz... tanto mais perto Quanto mais nossa vista se alontana... E o morro, além, no seu perfil tão certo, Até parece em plena via urbana! Tuas tristezas... o que é feito delas? Tombaram, como as folhas amarelas Sobre os tanques azuis... Que desaponto! E agora, esse cartaz na alma da gente: ADIADOS OS SUICÍDIOS... Simplesmente Porque é abril em Porto Alegre... E pronto! Mário Quintana. Preparativos de viagem. 2.ª ed. São Paulo: Editora Globo, 2004 (com adaptações). No poema Outono, o eu lírico

Alternativas

  1. A)

    deplora a chegada do outono em Porto Alegre, revelando intenções suicidas.

  2. B)

    afirma que o outono é um convite a incursões nos morros que circundam Porto Alegre.

  3. C)

    descreve não somente as próprias emoções, como também as de outras pessoas.

  4. D)

    deleita-se com a chegada do outono em Porto Alegre, identificando suas emoções com aquelas vivenciadas por pessoas que vivem sob outros céus.

  5. E)

    considera que a queda das folhas amarelas sobre os tanques azuis representa um alento para pessoas tristes.

Gabarito e comentário

Resposta correta: C

O eu lírico passa da emoção pessoal a “alma da gente” e menciona tristezas alheias. A interpretação reúne sentimentos do narrador e de outras pessoas, sem atribuir o mesmo outono a todos os lugares.

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