CESGRANRIO — Inspetor de Segurança Interna — Identificação de afirmações explícitas em texto informativo — 2012

Enunciado

O futuro segundo os brasileiros Em 2050, o homem já vai ter chegado a Marte(a), e comprar pacotes turísticos para o espaço será corriqueiro. Em casa e no trabalho, vamos interagir regularmente com máquinas e robôs, que também deverão tomar o lugar das pessoas em algumas funções de atendimento ao público, e, nas ruas, os carros terão um sistema de direção automatizada. Apesar disso, os implantes corporais de dispositivos eletrônicos não serão comuns, assim como o uso de membros e outros órgãos cibernéticos. Na opinião dos brasileiros, este é o futuro que nos aguarda(b), revela pesquisa da empresa de consultoria OThink, que ouviu cerca de mil pessoas em todo o país entre setembro e outubro do ano passado. [...] De acordo com o levantamento, para quase metade das pessoas ouvidas (47%) um homem terá pisado em Marte até 2050. Ainda nesse ano, 49% acham que será normal comprar pacotes turísticos para o espaço. Em ambos os casos, os homens estão um pouco mais confiantes do que as mulheres, tendência que se repete quando levadas em conta a escolaridade e a classe social. As respostas demonstram que a maioria da população tem acompanhado com interesse esses temas – avalia Wagner Pereira, gerente de inteligência Estratégica da OThink. – E isso também é um sinal de que aumentou o acesso a esse tipo de informação pelos brasileiros. [...] – Nossa vida está cada vez mais automatizada e isso ajuda o brasileiro a vislumbrar que as coisas vão manter esse ritmo de inovação nos próximos anos – comenta Pereira. – Hoje, o Brasil tem quase 80 milhões de internautas e a revolução que a internet produziu no nosso modo de viver, como esse acesso maior à informação, contribui muito para esta visão otimista do futuro. Já a resistência do brasileiro quando o tema é modificar o corpo humano é natural, analisa o executivo. De acordo com o levantamento, apenas 28% dos ouvidos creem que a evolução da tecnologia vai levar ao desenvolvimento e uso de partes do corpo artificiais que funcionarão melhor do que as naturais, enquanto 40% acham que usaremos implantes eletrônicos para fins de identificação, informações sobre histórico médico e realização de pagamentos, por exemplo. – Esse preconceito não é exclusividade dos brasileiros (c) – considera Pereira. – Muitos grupos não gostam desse tipo de inovação(d). Romper a barreira entre o artificial e o natural(e), a tecnologia e o corpo, ainda é um tabu para muitas pessoas. [...] BAIMA, Cesar. O futuro segundo os brasileiros. O Globo, 14 fev. 2012. 1o Caderno, Seção Ciência, p. 30. Adaptado. A frase em que o uso das palavras acentua a oposição de ideias que o autor quer marcar é

Alternativas

  1. A)

    “Em 2050, o homem já vai ter chegado a Marte”.

  2. B)

    “Na opinião dos brasileiros, este é o futuro que nos aguarda”.

  3. C)

    “Esse preconceito não é exclusividade dos brasileiros”.

  4. D)

    “Muitos grupos não gostam desse tipo de inovação.

  5. E)

    “Romper a barreira entre o artificial e o natural, a tecnologia e o corpo.

Gabarito e comentário

Resposta correta: E

Olá, futuros servidores! Vamos analisar essa questão de forma didática e objetiva. **1. Por que a alternativa E está correta?** A alternativa (E) "Romper a barreira entre o artificial e o natural, a tecnologia e o corpo" acentua a oposição de ideias porque apresenta **pares de termos antagônicos** (artificial x natural tecnologia x corpo) que são colocados em contraste direto. A expressão "romper a barreira" já indica a existência de uma divisão, um conflito entre esses conceitos, que o texto explora ao discutir a resistência dos brasileiros a implantes cibernéticos. Essa construção frasal é a que melhor expressa a ideia de oposição presente no trecho. **2. Por que as demais estão erradas?** * **(A) e (B)**: São frases descritivas ou de introdução de ideias, sem a intenção de marcar oposição. * **(C) e (D)**: Apresentam informações sobre o preconceito ou a aversão a inovações, mas não utilizam a estrutura de pares opostos para acentuar a ideia de contraste como na alternativa (E). Elas constatam um fato, mas não o expressam por meio de uma oposição lexical direta e marcante.

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