Enunciado
Texto I QUE VENHA O E-MAIL 2 Chega de piadinhas. O fenômeno do spam perdeu a graça. Está na hora de criar um novo tipo de mensagem eletrônica. O e-mail, do jeito que está, já foi. De vez em quando, leio uma matéria ou outra citando que a correspondência eletrônica não autorizada já representa mais de 50% do volume de e-mails em circulação. 50%?! Fiz um levantamento estatístico no meu endereço particular e separei toda a correspondência “não autorizada”. Procurei ser bem justo. Qualquer correspondência que tivesse origem reconhecida, mesmo que indesejada, saía da lista dos spams. Só entrou e-mail sem a mínima relação comigo. Parei de contar quando a estatística passava de 80%. Oito em cada dez é lixo. No e-mail público, o do trabalho, 95% das mensagens são spam. O e-mail é a maior invenção da comunicação humana por escrito desde que criaram o correio (há 4 mil anos!). Mas o spam acaba com essa festa. Chegamos ao ponto em que a correspondência útil virou detalhe no meio do entulho. Nenhum recurso consegue bloquear a avalanche de inutilidades. Mais grave: o e-mail é a avenida por onde os malditos vírus trafegam com mais conforto. E se as pessoas que enviam spam e as que criam vírus fossem mandadas para uma ilha deserta e se dedicassem a infernizar a vida umas das outras? Como isso não é possível, é preciso reinventar o email. Como? O atual poderia continuar como endereço público, aquela caixa de correio que fica “lá fora”, sujeita a receber qualquer coisa. Mas haveria outra classe de e-mail, digamos o e-mail 2. Seria um upgrade – como o Sedex foi para a carta comum. Esse e-mail2 poderia ter uma relação mais controlada de seus clientes. Para atingir um destinatário, seria preciso mais do que uma série de palavras separadas por um sinal de @. Cada mensagem teria, além da identificação clara das duas partes, uma chave, um código aleatório de permissão. Hoje isso já é possível, mas no e-mail2 seria padrão. Não é questão de controlar. Só remetente e destinatário teriam acesso ao conteúdo. O e-mail, com seus recursos simples e eficientes, é fundamental. Talvez até possa melhorar alguns detalhes: sua apresentação gráfica às vezes é feia de doer. Mas queremos o e-mail como ele é – só que melhor. (MARQUEZI, Dagomir. Info, out. 2002 (com adaptações) Glossário: spam – correspondência enviada por correio eletrônico, contendo publicidade, pedidos, piadas, etc. upgrade – atualização ou modernização “Como isso não é possível, é preciso reinventar o e-mail. Como?” Assinale a opção que apresenta as palavras ou expressões que substituem as destacadas no trecho acima, mantendo-se o mesmo sentido.
Alternativas
- A)
Já que – Quanto
- B)
Caso – Qual seria
- C)
Embora – Qual forma
- D)
Se – Até que ponto
- E)
Porque – De que maneira
Gabarito e comentário
Resposta correta: E
Olá, futuros servidores! Vamos analisar essa questão de Português, focando na substituição de termos mantendo o sentido. **1. Por que a alternativa E está correta:** A frase original é: "Como isso não é possível, é preciso reinventar o e-mail. Como?" * **"Como isso não é possível"**: O "Como" aqui tem sentido de **causa/explicação**, ou seja, "já que isso não é possível" ou "porque isso não é possível". A palavra "Porque" (alternativa E) se encaixa perfeitamente nesse contexto de causa. * **"Como?"**: O segundo "Como" é uma **pergunta sobre o modo/maneira** de reinventar o e-mail. "De que maneira?" (alternativa E) expressa exatamente essa ideia de modo. Portanto, "Porque – De que maneira" mantém o sentido original da frase. **2. Por que as demais estão erradas (brevemente):** * **a) Já que – Quanto:** "Quanto" não se refere a modo. * **b) Caso – Qual seria:** "Caso" indica condição, não causa. "Qual seria" muda o foco da pergunta. * **c) Embora – Qual forma:** "Embora" indica concessão, não causa. "Qual forma" é menos precisa que "de que maneira". * **d) Se – Até que ponto:** "Se" indica condição. "Até que ponto" questiona intensidade, não modo. A chave é analisar o **sentido contextual** de cada "Como" na frase.