CESGRANRIO — Administração — Interpretação de texto — veracidade de afirmações (V/F) — 2006

Enunciado

Texto I QUE VENHA O E-MAIL 2 Chega de piadinhas. O fenômeno do spam perdeu a graça. Está na hora de criar um novo tipo de mensagem eletrônica. O e-mail, do jeito que está, já foi. De vez em quando, leio uma matéria ou outra citando que a correspondência eletrônica não autorizada já representa mais de 50% do volume de e-mails em circulação. 50%?! Fiz um levantamento estatístico no meu endereço particular e separei toda a correspondência “não autorizada”. Procurei ser bem justo. Qualquer correspondência que tivesse origem reconhecida, mesmo que indesejada, saía da lista dos spams. Só entrou e-mail sem a mínima relação comigo. Parei de contar quando a estatística passava de 80%. Oito em cada dez é lixo. No e-mail público, o do trabalho, 95% das mensagens são spam. O e-mail é a maior invenção da comunicação humana por escrito desde que criaram o correio (há 4 mil anos!). Mas o spam acaba com essa festa. Chegamos ao ponto em que a correspondência útil virou detalhe no meio do entulho. Nenhum recurso consegue bloquear a avalanche de inutilidades. Mais grave: o e-mail é a avenida por onde os malditos vírus trafegam com mais conforto. E se as pessoas que enviam spam e as que criam vírus fossem mandadas para uma ilha deserta e se dedicassem a infernizar a vida umas das outras? Como isso não é possível, é preciso reinventar o email. Como? O atual poderia continuar como endereço público, aquela caixa de correio que fica “lá fora”, sujeita a receber qualquer coisa. Mas haveria outra classe de e-mail, digamos o e-mail 2. Seria um upgrade – como o Sedex foi para a carta comum. Esse e-mail2 poderia ter uma relação mais controlada de seus clientes. Para atingir um destinatário, seria preciso mais do que uma série de palavras separadas por um sinal de @. Cada mensagem teria, além da identificação clara das duas partes, uma chave, um código aleatório de permissão. Hoje isso já é possível, mas no e-mail2 seria padrão. Não é questão de controlar. Só remetente e destinatário teriam acesso ao conteúdo. O e-mail, com seus recursos simples e eficientes, é fundamental. Talvez até possa melhorar alguns detalhes: sua apresentação gráfica às vezes é feia de doer. Mas queremos o e-mail como ele é – só que melhor. (MARQUEZI, Dagomir. Info, out. 2002 (com adaptações) Glossário: spam – correspondência enviada por correio eletrônico, contendo publicidade, pedidos, piadas, etc. upgrade – atualização ou modernização Classifique cada afirmação abaixo, sobre relações entre palavras, como V (verdadeira) ou F (falsa). ( ) “matéria” é sinônimo de notícia, assim como “levantamento” é sinônimo de arrolamento. ( ) Impedir e imprecisões são antônimos, respectivamente, de “bloquear” e “inutilidades”. ( ) As palavras “bem” e “justo” apresentam homônimos de classes diferentes. A seqüência correta é:

Alternativas

  1. A)

    F – F – V

  2. B)

    F – V – V

  3. C)

    V – F – F

  4. D)

    V – F – V

  5. E)

    V – V – F

Gabarito e comentário

Resposta correta: D

Olá, futuros servidores! Vamos analisar essa questão de Português da CESGRANRIO, focando em sinônimos, antônimos e homônimos. **Análise da Alternativa D (Correta):** * **1ª afirmação (V):** "matéria" é sinônimo de "notícia" (ambas se referem a um texto jornalístico ou informativo). "levantamento" é sinônimo de "arrolamento" (ambas significam listagem, catalogação, coleta de dados). **VERDADEIRA.** * **2ª afirmação (F):** "bloquear" (impedir) e "impedir" são sinônimos, não antônimos. "inutilidades" (coisas inúteis) e "imprecisões" (falta de precisão) não são antônimos são conceitos distintos. **FALSA.** * **3ª afirmação (V):** "bem" (advérbio) tem homônimo "bens" (substantivo, plural de bem material). "justo" (adjetivo) tem homônimo "justo" (verbo "justar" no presente do indicativo, 1ª pessoa do singular, ou "justo" como substantivo, tipo de medida). As classes gramaticais são diferentes. **VERDADEIRA.** **Por que as outras estão erradas (brevemente):** * **A, B, C, E:** Erram ao classificar as afirmações, principalmente a segunda, que confunde sinônimo com antônimo e compara palavras

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