Enunciado
O fenômeno urbano: passado, presente e futuro As cidades surgiram como parte integrante das sociedades agrícolas. Cerca de dois mil anos antes da era cristã, as cidades egípcias de Mênfis e Tebas já se constituíam em núcleos urbanos que abrigavam milhares de habitantes. Outras surgiram nos vales fluviais da Mesopotâmia, da Índia e da China. Elas se caracterizavam por concentrar atividades não agrícolas, sendo locais de culto e de administração. No entanto, comportavam-se apenas como complemento do mundo rural, pois não tinham funções ligadas à produção. Isso foi válido também para as cidades gregas e romanas e mesmo para as cidades da Idade Média. Com o tempo e o surgimento do comércio de longa distância, os núcleos urbanos passaram a ter a função de entrepostos comerciais. A Revolução Industrial representou uma transformação radical das cidades. Com a indústria, o núcleo produtivo das sociedades concentrou-se geograficamente e transferiu-se para o meio urbano. À nova função de produção de mercadorias juntaram-se as funções urbanas anteriores, de administração e comércio. Essas “novas” cidades difundiram-se inicialmente pela Europa e pela América do Norte, e depois por todos os continentes. Elas passaram a abrigar uma parte crescente da força de trabalho, originária principalmente das áreas rurais. No século XX, as cidades transformaram-se ainda mais, como consequência do crescimento das atividades industriais e da expansão do setor de serviços. Mais do que nunca, no raiar do século XXI, a cidade se tornou um polo irradiador de comércio, serviços e informações. Com essas funções, ela se consolidou como centro de organização do espaço geográfico. O mundo atual vive um acelerado processo de urbanização. Atualmente, mais da metade dos quase 7 bilhões de habitantes do planeta já reside em centros urbanos. Por volta de 1950, apenas 30% das pessoas do mundo moravam nas cidades. No início do século XIX, as cidades não abrigavam sequer 2% da população mundial. Segundo a ONU, em 2025 pouco mais de 60% do contingente demográfico total do mundo morará em cidades. [...] OLIC, Nelson B. O fenômeno urbano: passado, presente e futuro. Disponível em: . Acesso: 6 maio 2012. Adaptado. O par de palavras em destaque apresenta o mesmo sentido e tem seu valor indicado entre parênteses, EXCETO em:
Alternativas
- A)
“As cidades surgiram como parte integrante das sociedades agrícolas”. “ela se consolidou como centro de organização” (“na qualidade de”)
- B)
“sendo locais de culto ” “e de administração.” (“próprios para”)
- C)
“Isso foi válido também para as cidades gregas e romanas...” “e transferiu-se para o meio urbano.” (“em direção a”)
- D)
“Com essas funções, ela se consolidou como centro” “Com a indústria, o núcleo produtivo das sociedades concentrou-se geograficamente” (“Por causa de”)
- E)
“difundiram-se inicialmente pela Europa e pela América do Norte” “das atividades industriais e da expansão do setor.” (“bem como”)
Gabarito e comentário
Resposta correta: C
Olá, futuros servidores! Vamos analisar essa questão de interpretação de texto da CESGRANRIO, que foca no sentido das preposições. **Por que a alternativa C está correta? A alternativa C apresenta o par de palavras "para" e "para". Em "Isso foi válido também para as cidades gregas e romanas...", o "para" indica finalidade ou destinatário (válido para quem? para as cidades). Em "e transferiu-se para o meio urbano.", o "para" indica direção ou destino (transferiu-se para onde? para o meio urbano). O valor indicado entre parênteses é "em direção a", que não se aplica ao primeiro "para", que tem sentido de finalidade/destinatário. Portanto, os dois "para" não têm o mesmo sentido, e o valor indicado não se aplica a ambos, tornando esta a exceção. Por que as demais estão erradas (brevemente)? A) "como" e "como" ("na qualidade de"): Ambos indicam função, papel, ou seja, "na qualidade de". (Correto) B) "de" e "de" ("próprios para"): Ambos indicam posse, característica ou finalidade, podendo ser interpretados como "próprios para". (Correto) D) "Com" e "Com" ("Por causa de"): Ambos indicam causa ou consequência. "Com essas funções" (por causa delas)