CFAQ/MOC/MOM — Condutor de Embarcações (CDM) — Formação de palavras: derivação e composição — 2025

Enunciado

TEXTO-BASE para questões de Língua Portuguesa: --- O texto abaixo serve de base para responder às questões 01 a 10. Comissões debatem risco de ‘apagão’ na Marinha Mercante Setor já sofre com a falta de pessoal qualificado. O risco de um “apagão” na navegação marítima brasileira será discutido no dia 2 de agosto, por duas comissões da Câmara: de Viação e Transportes, e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. O debate abordará a ameaça da falta de mão de obra para operar navios, e será realizado a pedido do deputado Edinho Bez (PMDB-SC). Ele integra a Frente Parlamentar Mista de Defesa da Infraestrutura Nacional, grupo que já fez um diagnóstico do setor e previu que a marinha mercante, em breve, sofrerá com a falta de pessoal qualificado. “Vamos levantar esses questionamentos e saber porque as pessoas não querem mais trabalhar nessa área”, diz o deputado. “Se não investirmos na área de infraestrutura, vamos estar proibidos de crescer. Estamos nos antecipando antes que o mal aconteça”. Bez destaca um estudo feito a pedido da Petrobras Transportes (Transpetro) e divulgado no fim do ano passado. A pesquisa confirma o risco de paralisações futuras na navegação marítima brasileira por falta de tripulação. De acordo com o ministro da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, o transporte aquaviário representa 5% do total do transporte de cargas no país. Segundo ele, a meta do governo para os próximos dez anos é dobrar a quantidade de produtos administrados em portos brasileiros, chegando a 1,7 bilhão de toneladas. Além do ministro da Secretaria de Portos, foram convidados para a audiência pública o ministro do Trabalho, Brizola Neto; o presidente da Transpetro, Sérgio Machado; o diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza; o diretor de portos e costas da Marinha, vice-almirante Ilques Barbosa Júnior; o diretor-geral em exercício da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Tiago Pereira Lima; o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Bruno Batista Rocha; e o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), Severino Almeida Filho. Disponível em . Acesso em 14/02/2023. Com adaptações. --- Assinale a opção em que o morfema e/ou processo de formação está(ão) corretamente indicado(s): (A) “O risco de um “apagão” na navegação ...” (1º§) – prefixo formador de substantivos abstratos. (B) “... o diretor de abastecimento da Petrobras...” (5º§) – derivação parassintética, com inserção de sufixo e prefixo simultaneamente. (C) “... Frente Parlamentar Mista de Defesa da Infraestrutura Nacional...” (1º§) – vocábulo composto por derivação imprópria. (D) “Comissões debatem risco de ‘apagão’ na Marinha Mercante” (título) – prefixo que indica agente, profissão ou estudo. (E) “...dobrar a quantidade de produtos administrados em portos brasileiros...” (4º§) - sufixo que forma substantivos a partir de outros substantivos.

Alternativas

  1. A)

    “O risco de um “apagão” na navegação ...” (1º§) – prefixo formador de substantivos abstratos.

  2. B)

    “... o diretor de abastecimento da Petrobras...” (5º§) – derivação parassintética, com inserção de sufixo e prefixo simultaneamente.

  3. C)

    “... Frente Parlamentar Mista de Defesa da Infraestrutura Nacional...” (1º§) – vocábulo composto por derivação imprópria.

  4. D)

    “Comissões debatem risco de ‘apagão’ na Marinha Mercante” (título) – prefixo que indica agente, profissão ou estudo.

  5. E)

    “...dobrar a quantidade de produtos administrados em portos brasileiros...” (4º§) - sufixo que forma substantivos a partir de outros substantivos.

Gabarito e comentário

Resposta correta: E

E está correta porque, em "portos brasileiros", o elemento -eiro (brasil + -eiro) é um sufixo denominal que forma palavras a partir de nomes (Brasil → brasileiro). Esse sufixo produz tanto adjetivos quanto substantivos derivadas de outros substantivos, portanto a descrição do enunciado (sufixo que forma substantivos a partir de outros substantivos) vale para esse caso. A está errada porque "apagão" não envolve prefixo: trata‑se de derivação por sufixação (-ão) a partir do verbo apagar, formando um substantivo que indica resultado/ação. Logo, não é um prefixo formador de substantivos abstratos. B está errada porque "abastecimento" é derivado por sufixação (-mento) do verbo abastecer; não é caso de derivação parassintética (na parassíntese há adição simultânea de prefixo e sufixo a uma base inexistente isoladamente). C está errada porque "Frente Parlamentar Mista..." é um sintagma ou expressão composta e não um exemplo de derivação imprópria (que é a mudança de classe de uma palavra sem alteração formal, como usar um adjetivo como substantivo). D está errada porque no título não há um prefixo que indique agente, profissão ou estudo; em português esses valores costumam ser marcados por sufixos (por ex., -ista, -ólogo), não por prefixos, então a descrição dada não se aplica ao enunciado.

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