Enunciado
TEXTO DE REFERÊNCIA: METONÍMIA E METÁFORA SÃO A FORÇA MAIS PODEROSA EM AÇÃO NA LINGUAGEM Sérgio Rodrigues Talvez por culpa de velhas cartilhas escolares cheias de bolor, muita gente acha que usar metáfora e metonímia é chamar as coisas por nomes deslocados, “poéticos”. [...] Ocorre que não é só isso. [...] No clássico “Metáforas da Vida Cotidiana” (Educ), de 1980, os linguistas George Lakoff e Mark Johnson defendem a tese de que a metáfora transborda da linguagem para moldar nossos pensamentos e condutas sociais. [...] O primeiro exemplo que Lakoff e Johnson fornecem de conceito de base metafórica tem relevância especial em nossos tempos de redes sociais: “Debate é guerra”. Isso se evidenciaria em frases como “Ele atacou os pontos fracos da minha argumentação” e “O que você diz é indefensável”, entre outras igualmente bélicas. Acreditando que debate é guerra, ao entrar nele nos comportamos como guerreiros. A metáfora costuma vencer. Em geral, o melhor que podemos fazer é tomar consciência disso e negociar com ela uma paz digna. Adaptado de Sérgio Rodrigues, Folha de S.Paulo, 2024. A partir da leitura do Texto 1, é correto afirmar que
Alternativas
- A)
o autor defende que não se usem mais cartilhas nas escolas.
- B)
uma das funções da metáfora é “chamar coisas por nomes deslocados, ‘poéticos’”.
- C)
o conceito de base metafórica “Debate é guerra” é o mais importante do livro de Lakoff e Johnson.
- D)
os termos que remetem ao conceito de base metafórica “Debate é guerra” no texto são “argumentação” e “tomar consciência”.
- E)
o conceito de base metafórica “Debate é guerra”, segundo o autor, tem relevância especial na atualidade porque a sociedade está muito violenta.
Gabarito e comentário
Resposta correta: B
MINIAULA — A questão exige leitura literal e controle das extrapolações. O texto afirma que chamar as coisas por nomes deslocados ou “poéticos” é uma das manifestações associadas à metáfora e à metonímia, mas explica que esses fenômenos não se limitam a isso. Por isso, B reproduz uma informação admitida pelo autor. A inventa uma defesa contra cartilhas; C transforma “relevância especial” em “mais importante do livro”; D seleciona termos que não formam o campo bélico apresentado; E cria uma causa — violência social — que o texto não apresenta. Em interpretação, diferencie informação expressa, inferência possível e extrapolação.