Enunciado
No início dos anos 90, estudos apontavam para a possibilidade de exaustão dos endereços IPv4 nas duas décadas seguintes. Iniciou-se, então, o desenvolvimento do IP versão 6 (IPv6) como sucessor do IPv4. A principal mudança proposta foi a expansão da capacidade de endereçamento de 32 para 128 bits. Além disso, foram realizadas outras alterações no formato do datagrama. Entre elas se destacam:
Alternativas
- A)
exclusão dos campos para fragmentação/remontagem de datagramas (se um datagrama IPv6 recebido por um roteador é muito grande para ser transmitido pela camada de enlace subjacente, o roteador simplesmente descarta esse datagrama e emite uma mensagem de erro);
- B)
exclusão do campo que contabiliza o número de saltos de um datagrama (na nova definição do protocolo não existe mais o problema de um datagrama circular indefinidamente sem alcançar o seu nó destino);
- C)
exclusão do campo que era usado para distinguir tipos de datagrama IP (por exemplo, datagramas com requisitos de tempomínimodeentrega),osprojetistasdoIPv6preferiram deixar essa funcionalidade para ser completamente tratada na camada de transporte;
- D)
alteração do campo de checksum do cabeçalho para um campo de CRC (Cyclic Redundancy Check) (CRC é uma técnica de detecção de erro mais eficiente que a técnica de checksum usada pelo IPv4 e amplamente adotada nas redes de computadores modernas);
- E)
alteração do campo options (final do cabeçalho) o qual passou a ter tamanho fixo de 20 bytes e deve ser usado para caracterizar os requisitos de transmissão do datagrama (a fixação do tamanho desse campo resolveu o problema de tamanho variável do cabeçalho IPv4).
Gabarito e comentário
Resposta correta: A
No IPv6, roteadores não fragmentam datagramas durante o encaminhamento; a fragmentação, quando necessária, cabe à origem.