OUTRA — Analista de Controle Externo - Área Organizacional - Tecnologia da Informação — Redes de computadores — 2012

Enunciado

No início dos anos 90, estudos apontavam para a possibilidade de exaustão dos endereços IPv4 nas duas décadas seguintes. Iniciou-se, então, o desenvolvimento do IP versão 6 (IPv6) como sucessor do IPv4. A principal mudança proposta foi a expansão da capacidade de endereçamento de 32 para 128 bits. Além disso, foram realizadas outras alterações no formato do datagrama. Entre elas se destacam:

Alternativas

  1. A)

    exclusão dos campos para fragmentação/remontagem de datagramas (se um datagrama IPv6 recebido por um roteador é muito grande para ser transmitido pela camada de enlace subjacente, o roteador simplesmente descarta esse datagrama e emite uma mensagem de erro);

  2. B)

    exclusão do campo que contabiliza o número de saltos de um datagrama (na nova definição do protocolo não existe mais o problema de um datagrama circular indefinidamente sem alcançar o seu nó destino);

  3. C)

    exclusão do campo que era usado para distinguir tipos de datagrama IP (por exemplo, datagramas com requisitos de tempomínimodeentrega),osprojetistasdoIPv6preferiram deixar essa funcionalidade para ser completamente tratada na camada de transporte;

  4. D)

    alteração do campo de checksum do cabeçalho para um campo de CRC (Cyclic Redundancy Check) (CRC é uma técnica de detecção de erro mais eficiente que a técnica de checksum usada pelo IPv4 e amplamente adotada nas redes de computadores modernas);

  5. E)

    alteração do campo options (final do cabeçalho) o qual passou a ter tamanho fixo de 20 bytes e deve ser usado para caracterizar os requisitos de transmissão do datagrama (a fixação do tamanho desse campo resolveu o problema de tamanho variável do cabeçalho IPv4).

Gabarito e comentário

Resposta correta: A

No IPv6, roteadores não fragmentam datagramas durante o encaminhamento; a fragmentação, quando necessária, cabe à origem.

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