FGV — Juiz Substituto — Lógica do razoável — 2025

Enunciado

Em determinada relação processual, uma das partes sustentou que o magistrado, ao individualizar a norma de conduta a ser aplicada na solução do litígio, deveria levar em consideração os parâmetros argumentativos obtidos a partir dos alicerces teóricos da lógica do razoável. Caso encampe a tese apresentada pela referida parte, o magistrado deve:

Alternativas

  1. A)

    prestigiar a previsibilidade da norma, não buscando adequá-la ao problema;

  2. B)

    reconhecer que a norma tem uma validade intrínseca, como as proposições matemáticas;

  3. C)

    identificar o ponto de vista central que justifica os fins da norma, afastando os demais;

  4. D)

    identificar a solução mais adequada, ainda que os meios empregados sejam ilegítimos;

  5. E)

    distanciar-se de concepções que se desenvolvem a partir da estrutura lógica da inferência correta.

Gabarito e comentário

Resposta correta: E

A lógica do razoável, associada a Luis Recaséns Siches, rejeita a aplicação jurídica como simples dedução formal baseada na estrutura da inferência correta. A solução deve considerar o problema concreto, os fins da norma, valores e meios legítimos. Ela não reconhece validade matemática intrínseca à norma nem autoriza alcançar um resultado adequado por meios ilegítimos.

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