Enunciado
“Guerra” virtual pela informação A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes. As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informação disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber. Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros. A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes. Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas. Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcançados até agora. Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de base para decisões estratégicas. CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado. A concordância da forma verbal destacada foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
Alternativas
- A)
Com o crescimento da espionagem virtual, é necessário que se promova novos estudos sobre mecanismos de proteção mais eficazes.
- B)
O rastreamento permanente das invasões cibernéticas de grande porte permite que se suspeitem dos hackers responsáveis.
- C)
Para atender às demandas dos usuários de celulares, é preciso que se destinem à pesquisa tecnológica muitos milhões de dólares.
- D)
Para detectar as consequências mais prejudiciais da guerra virtual pela informação, necessitam-se de estudos mais aprofundados.
- E)
Se o crescimento das redes sociais assumir uma proporção incontrolável, é aconselhável que se estabeleça novas restrições de utilização pelos jovens.
Gabarito e comentário
Resposta correta: C
Olá, futuros servidores! Vamos analisar essa questão de concordância verbal, um tema clássico em concursos. **1. Por que a alternativa C está correta?** Na alternativa C, "é preciso que se **destinem** à pesquisa tecnológica **muitos milhões de dólares**", o verbo "destinar" está no plural porque concorda com o sujeito "muitos milhões de dólares". A partícula "se" aqui é índice de indeterminação do sujeito, mas o que realmente importa para a concordância é o termo que "destinar" se refere. Se "muitos milhões de dólares" é o que "se destina", então o verbo deve ir para o plural. **2. Por que as demais estão erradas (brevemente)?** * **a) "promova novos estudos"**: O correto seria "promovam novos estudos", pois "novos estudos" é o sujeito do verbo "promover". * **b) "suspeitem dos hackers"**: O correto seria "suspeite dos hackers", pois o sujeito é indeterminado (com "se" como índice de indeterminação) e o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular. * **d) "necessitam-se de estudos"**: O correto seria "necessita-se de estudos", pois o verbo "necessitar" é transitivo indireto e, com o "se" (índice de indeterminação do sujeito), permanece no singular. * **e) "estabeleça novas restrições"**: O correto seria "estabeleçam novas restrições", pois "novas restrições" é o sujeito do verbo "