FGV — Técnico de Atividade Judiciária - Sem Especialidade — Improbidade administrativa — 2026

Enunciado

João é empregado da sociedade empresária Alfa, com personalidade jurídica de direito privado e fins lucrativos, que recebe subvenções do Estado Sigma para a realização de uma finalidade de interesse público. A partir de apuração interna, constatou-se que João estaria envolvido no desvio de parte dos recursos públicos recebidos. Por tal razão, os dirigentes de Alfa comunicaram o ocorrido ao Estado Sigma e ao Ministério Público visando à possível responsabilização de João pela prática de ato de improbidade administrativa tipificado na Lei nº 8.429/1992. Na situação descrita, é correto afirmar que João:

Alternativas

  1. A)

    pode ser responsabilizado caso seja demonstrado o dolo ou a culpa na prática da conduta que lhe é atribuída;

  2. B)

    não pode ser responsabilizado pela prática de ato de improbidade administrativa por não ser agente público;

  3. C)

    pode ser responsabilizado pela prática de ato de improbidade administrativa caso tenha anuído com essa possibilidade ao ser admitido por Alfa;

  4. D)

    deve ter sua conduta enquadrada na tipologia dos atos atentatórios aos princípios regentes da atividade estatal, previstos na Lei nº 8.429/1992;

  5. E)

    pode ser responsabilizado pela prática de ato de improbidade administrativa, o que exige a voluntariedade e a consciência do agir, de modo a alcançar o fim ilícito.

Gabarito e comentário

Resposta correta: E

A Lei de Improbidade alcança atos praticados contra entidade privada que receba subvenção pública e admite a responsabilização de terceiro que induza ou concorra dolosamente para o ato. Após a Lei nº 14.230/2021, exige-se dolo, entendido como vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito; mera voluntariedade ou culpa não basta. No caso de desvio de recursos, não se impõe enquadramento apenas como violação de princípios.

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