FGV — Técnico Judiciário - Área Administrativa - Judiciária — Conversão do negócio jurídico — 2023

Enunciado

Benedito vendeu para Rodrigo sua casa em Aquidabã pelo valor de cinco milhões de reais por instrumento particular. Pago o preço, Benedito recusou-se a cumprir o contrato. Rodrigo judicializou a disputa e o juiz, embora tenha reconhecido a falta da escritura pública para celebração do negócio, recebeu-o como promessa de compra e venda, espécie de negócio jurídico que não exige forma especial. Nesse caso, é correto afirmar que o juiz:

Alternativas

  1. A)

    equivocou-se, porque, em se tratando de nulidade absoluta por defeito de forma, o negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação nem convalesce pelo decurso do tempo;

  2. B)

    acertou, porque havia causa de mera anulabilidade, a qual admite confirmação pelas partes;

  3. C)

    acertou ao realizar a conversão, mesmo diante de causa de nulidade;

  4. D)

    acertou ao realizar a convalidação, mesmo diante de causa de anulabilidade;

  5. E)

    acertou ao reconhecer a convalescença, mesmo diante de causa de nulidade.

Gabarito e comentário

Resposta correta: C

A compra e venda imobiliária de valor superior ao limite legal exige escritura pública e, sem ela, é nula. Contudo, o art. 170 do Código Civil permite converter o negócio nulo em outro válido quando contiver seus requisitos e corresponder à finalidade pretendida. O juiz realizou conversão, não confirmação ou convalescença.

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